
Hoje a loucura me caiu o peito
E minha sagaz consciência
Tão frágil e desmiolada
Quanto minha lucidez
Que tão pouco agüenta meu corpo
Nessa noite fria e quente
Já a escuridão de meu quarto
Abriga todos os demônios de meu mundo
A quem nunca estremeci
Encaro, humilho, escarro-lhe a face
O medo é para os covardes de pouca fé
Mas peço misericórdia agora a teus pés
Não posso vencer tamanha a força
Intimido-me não aos demônios de meu quarto
Mas sim aos de minha alma
Tão escuro, sombrio como este cômodo
Quando vem me fazer companhia
Me dão a mão quando à tristeza
Me dão a mão quando à solidão
Permanece pela noite demônios de mim
E sobre a vela e um espelho mudo
Escorre o planto em respiração sufocante
Cai retilíneo em minha face
E repousasse em meus lábios
Vejo a linha de minha vida
E ali interrompida
Quando a loucura me vem ao peito
E você não esta aqui